Rodrigo Buzinaro Suzuki, Aline Diniz Cabral, Renata Tonhosolo, Arlei Marcili, Camila de Oliveira Campos Camargo Sanches, Luciamare Perinetti Alves Martins e Márcia Aparecida Sperança
As leishmanioses são doenças zoonóticas causadas por um protozoário da família Trypanosoma e do gênero Leishmania, sendo transmitidas por vetores flebotomíneos. O gênero Leishmania compreende 30 espécies, incluindo 20 espécies capazes de causar doença com diferentes manifestações clínicas em humanos, variando desde lesões cutâneas e mucocutâneas assintomáticas, até a forma visceral grave. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a leishmaniose visceral, causada pela Leishmania infantum chagasi nas Américas, é a forma mais grave da doença, sendo letal se não tratada. O Brasil faz parte do grupo de países com maior prevalência desta doença, concentrando 90% dos casos registrados na América Latina. Um método diagnóstico rápido e preciso é de grande importância para detectar e tratar especificamente L. i. chagasi no continente americano onde circulam outras tripanossomíases, dificultando um diagnóstico específico, devido à reação cruzada. Neste trabalho, foi desenvolvido um novo método convencional de diagnóstico molecular, baseado no gene codificador da quitinase de cópia única de L. infantum, que apresentou alta especificidade e demonstrou sensibilidade aumentada quando comparado ao método baseado no gene codificador do espaçador transcrito interno 1 do rRNA de Leishmania (rDNA ITS-1) para diagnosticar L. i. chagasi em amostras clínicas humanas.
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